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Marcio Pires

Jornalismo, Análise Política e Opinião

marciopires.com.br

Dólar fecha em R$ 5,113, maior valor em duas semanas, com queda do petróleo

Dólar sobe 0,62% e fecha a R$ 5,113, maior nível em duas semanas, enquanto petróleo recua e Ibovespa avança com bancos e mineradoras.
Dólar fecha em R$ 5,113, maior valor em duas semanas, com queda do petróleo

O dólar encerrou a segunda-feira (27) em alta de 0,62%, cotado a R$ 5,113, no maior nível em duas semanas. O movimento ocorreu em um dia de desempenho misto nos mercados brasileiros, com a moeda pressionada pela forte queda do petróleo e a bolsa sustentada por ações de bancos e mineradoras.

Os contratos internacionais da commodity recuaram mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores de interrupções na oferta global de petróleo. A queda diminuiu a atratividade do real, já que o Brasil é exportador líquido do produto e depende das condições de troca no comércio internacional.

O Ibovespa, por outro lado, subiu 0,74%, aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. As informações são baseadas nos dados de fechamento do mercado e em informações da Reuters.

Dólar atinge maior nível desde o dia 13

A cotação do dólar à vista terminou o pregão no maior patamar desde o último dia 13. Apesar da alta registrada na sessão, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

A valorização do dólar ocorreu na direção contrária ao desempenho de outros ativos domésticos. A principal pressão sobre o real veio da desvalorização do petróleo, que afeta os termos de troca do Brasil e reduz a atratividade da moeda brasileira diante de uma commodity relevante para as exportações do país.

O mercado também acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, prevista para quarta-feira. Investidores aguardam sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

No cenário externo, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, terminou o dia em leve alta. No ambiente doméstico, os investidores continuaram monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e o cenário político do país.

Ibovespa avança com bancos e mineradoras

O desempenho positivo da bolsa brasileira foi favorecido por um ambiente externo mais favorável aos ativos de risco. As ações de bancos e mineradoras lideraram o avanço do Ibovespa e compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã. O movimento alimentou expectativas de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países e ajudou a reduzir a percepção de risco nos mercados internacionais.

Mesmo com a alta do índice, a sessão foi marcada por movimentos diferentes entre os setores. Enquanto bancos e mineradoras contribuíram para o resultado positivo, as empresas relacionadas ao petróleo foram afetadas diretamente pela queda da commodity no mercado internacional.

Petróleo recua após disparada na semana anterior

O petróleo registrou uma forte correção depois da disparada observada na semana passada. O contrato do Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33% e terminou o dia cotado a US$ 85,87 por barril.

O WTI, referência do petróleo produzido no Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61 por barril. A queda foi associada ao anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e à perspectiva de retomada das negociações diplomáticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou a possibilidade de um acordo. A declaração reduziu temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações do petróleo, ou seja, a parcela adicional incorporada aos preços diante do receio de problemas no fornecimento.

Apesar do recuo expressivo, a situação no Oriente Médio continua no radar dos investidores. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, enquanto persistem preocupações sobre a segurança das rotas marítimas usadas para transportar petróleo. Esses fatores mantêm elevada a volatilidade da commodity e podem continuar influenciando o câmbio e as ações relacionadas ao setor.